quarta-feira, outubro 31, 2007

A cada duas semanas, o mundo perde uma língua


A cada 15 dias, uma das 6,5 mil línguas faladas na Terra desaparece. Reunidos na capital da Malásia, para tratar do assunto, lingüistas de todo o mundo lamentaram que haja pouca esperança de se reverter o processo. Os países em que esse fenômeno mais ocorre são os Estados Unidos, Canadá e Austrália, mas na Ásia também há muitas línguas em sério risco de extinção.
“Na língua, há um armazém de tesouros do conhecimento humano”, lembrou Nicholas Ostler, presidente da Fundação para as Línguas Ameaçadas, entidade com sede na Grã-Bretanha. “Desse modo, quando uma língua se perde, desaparece para sempre, não são só as palavras que vão com ela, mas normalmente um tipo específico de linguagem..”
De acordo com um levantamento publicado na revista norte-americana Cultural Survival, 89% das 154 línguas tribais remanescentes nos EUA estão sob perigo iminente de extinção, sendo que mais de metade delas só é dominada por pessoas já bastante idosas. No estado de Oklahoma, por exemplo, pelo menos 14 idiomas – o hitchiti, o kaw, o kitsai e o peória, entre muitos outros – já não são mais faladas.
Na ilha de Andaman, no Oceano Índico, a maior língua local está reduzida a apenas 20 falantes. E em Brunei, segundo os especialistas, os idiomas minoritários devem ser extintos em uma ou duas gerações.
No Paquistão, o siraiki, falado por 40 milhões de pessoas na província de Punjab, está sob ameaça, já que os moradores estão apelando para o inglês e para o urdu em busca de uma melhor posição social e econômica. Eles sentem que a língua siraiki não tem nada a oferecer”, disse a linguista paquistanesa Saiqa Imtiaz Asif.
Na China, país com quase 1,5 bilhão de pessoas e onde a população se comunica em cerca de 235 línguas e dialetos, a ascensão do mandarim é a grande ameaça.
Não há muitos sinais de esperança, afirmam os especialistas. (Estado de Minas, 30/10)

marcos palacios

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Design Jornalístico na Internet: um Manual

O grupo de pesquisa em Ciberjornalismo da Universidad del País Vasco (Espanha) organizou, em novembro de 2006, um evento centrado no Design Jornalístico para Internet. Como resultado das jornadas, aparece agora uma coletânea sobre o assunto, a primeira com estas características em espanhol.
O trabalho é apresentado por suas organizadoras, Aionara Larrondo e Ana Serrano, como um manual, mais de que como uma coletânea de pesquisas. A introdução do jornalismo na Internet nos currículos dos cursos de jornalismo, afirmam as autoras, obriga a que se "atenda através da literatura didática às mudanças ocorridas na disciplina".
O livro oferece aos professores de programação visual jornalística uma ferramenta para ancorar a docência nessa área.
Textos incluídos na coletânea:
*La lenta evolución del diseño periodístico en la Red (José Ignacio Armentia)
*La relación entre el diseño y los contenidos en Internet (Mª Ángeles Cabrera)
*Interfaces e interactividad: claves para una plástica periodística digital (Eva Domínguez)
*Flash 2.0. Tecnología y cibermedios en la nueva web social (Manuel Gago)
*Experiencia del usuario y medios de comunicación en internet (Yusef Hassan)
*Color, tipografía e imagen en la prensa digital (Mª Bella Palomo)
*Diseño y ciberperiodismo en la enseñanza universitaria (Simón Peña)
*Arquitectura de la información. Ingeniería del periodismo (Xosé Pereira)
*Del papel a la Web. Evolución y claves del diseño periodístico en internet (Ramón Salaverría y Francisco Sancho)
Via e-periodistas

marcos palacios

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Estudantes de doutorado em Comunicação estabelecem rede para trocar informações

Uma idéia que pode dar bons frutos: estudantes de doutorado em Comunicação estabelecem uma rede no Portal de la Comunicación, para informar o que estão produzindo e facilitar a troca de idéias e debates em temáticas afins.

marcos palacios

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O mundo segundo Google

A TVE espanhola exibiu na noite de terça (30 de outubro) o interessante documentário intitulado "El Mundo según Google". O programa, muito bem produzido, entrevista dirigentes, investigadores - da empresa e de outros concorrentes, além de críticos. Criada com cerca de €730 euros, hoje Google está entre as maiores, não apenas do universo .com.
O documentário está disponível gratuitamente aqui.

Suzana Barbosa

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Este título está bom? Vai ser encontrado amanhã por um site de buscas?

No jornalismo online, as duas perguntas colocadas no título desta postagem começam a se confundir. Um título só é bom se ajudar na recuperação do texto no futuro e for independente do contexto onde está inserido. Essa discussão, que me parece muito oportuna e rica, é suscitada a partir de uma postagem de Patrick Beeson em seu blog, com algumas considerações sobre as mudanças que a necessidade de otimizar material online para a recuperação por sites de busca (Search Engine Optimzaion/SEO) está causando na antiga arte de criar títulos jornalísticos.
No jornalismo impresso, frequentemente, o título sofre com as limitações do espaço específico em que deve ser 'encaixado' ("duas linhas de 20 toques"/ "uma linha de 32 toques") em função da paginação.
No jornalismo online, as limitações estão sendo geradas pela necessidade de otimizar-se o título para sua posterior recuperação pelos sites de busca, especialmente a dupla Google/Yahoo.
O Professor Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha), em um texto básico sobre redação ciberjornalística (Redacción Periodística en Internet, Eunsa, 2005), discutiu as funções e características dos títulos no ambiente das redes e discorreu sobre como utilizar bem este elemento chave do texto jornalístico. Salaverría aponta três funções do título nos meios tradicionais e agrega uma função para a situação on-line:
a)Função identificativa: o título deve individualizar um texto jornalístico frente a outros;
b)Função informativa: o título deve fazer uma síntese do conteúdo do texto jornalístico que encabeça;
c)Função apelativa: o título deve suscitar o interesse e, junto com os eventuais elementos gráficos que possam acompanhar o texto, cumprir uma função de primeira linkagem para o olho do leitor;
d)Função hipertextual: uma nova função introduzida pelas tecnologias online, pois o título serve também como elemento chave para a navegação nos cibermeios, através do link que permitirá o acesso ao bloco que contém a informação.
É evidente que, em termos de posterior recuperação do texto em situações de busca, devem ser evitados títulos que dependam do contexto visual em que ocorrem (fotos e legendas complementares, gráficos, matérias adjacentes etc), como muitas vezes acontece no jornalismo impresso. Por exemplo um título como: "E agora o que vai acontecer?", ao lado de uma foto de uma criança subindo ao papeito de uma sacada no quadragésimo sétimo andar de um prédio, pode ser muito eficaz para chamar atenção e vender o jornal na banca, mas estará condenando o texto a uma recuperação difícil no online, pois o contexto onde ele estava inserido não pode ser recuperado na busca.
A função identificativa está se sobrepondo à informativa e apelativa, para atender às idiossincrasias de funcionamento dos motores de busca? A necessidade de "enfiar" palavras chaves nos títulos está matando a criatividade?
A necessidade de garantir que palavras chaves relevantes estejam presentes é tal que o Google já possui um Gerador de Palavras Chaves, para ajudar nessa tarefa, produzindo sinônimos e derivações, a partir de uma palavra-chave inicial.
É claro que existem outros elementos, além do título, que colaboram na criação níveis de recuperação (findability) de um texto jornalístico, como tags, datas etc. Mas o título certamente é um desses elementos e está sujeito às demandas e restrições tecnológicas dominantes.
Trata-se de um tema rico para exercícios de levantamento, comparações e discussões em sala de aula.
E para a reflexão dos profissionais.
Patrick Beeson promete dar continuidade à discussão em seu blog.
Cheguei à postagem de Beesson via TOJ.
marcos palacios

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A sentença do 11 de Março, em Madrid

Nesta quarta, 31 de outubro, os cibermeios espanhóis concentram a cobertura na leitura da sentença pelos atentados de 11 de Março de 2004, em Madrid, no qual 191 pessoas morreram e outras 1.841 ficaram feridas. A leitura pelo tribunal das 20 folhas com a resenha do veredito, na Audiencia Nacional de la Casa de Campo, começou às 11h30 (hora local).
Elmundo.com, ABC.es, Publico.es, Elpais.com, LaVanguardia.es são alguns dos principais cibermeios que estão transmitindo ao vivo - em vídeo - e disponibilizam rico material sobre o atentado mais sangrento da Espanha. A foto/montagem é do ABC.es.
Pelo que já foi divulgado: nenhuma prova vincula o ETA aos atentados; as vítimas serão indenizadas em valores de €30.000 a €1,5 milhão.

Suzana Barbosa

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Copa no Brasil: comemoração e disputa a la paulista

A Prefeitura de São Paulo iluminou com tons de verde amarelo e azul o Monumento às Bandeiras, obra Modernista de Vítor Brecheret, um dos marcos da cidade, para festejar a formalização do Brasil como sede para a Copa do Mundo de Futebol de 2014.
Agora abre-se uma disputa entre paulistas e cariocas em torno de que cidade sediará a Final da Copa. Os paulistas alegam que o Maracanã não traz boas recordações...
Foto via G1.

marcos palacios

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terça-feira, outubro 30, 2007

Gmail como solução prática contra spams?

O gráfico acima foi preparado pela equipe do Gmail e mostra (na linha vermelha) o crescimento de spams de junho de 2004 a outubro de 2007, correlacionando-o com o "não crescimento" (linha azul) de spams nas caixas dos usuários do Gmail, protegidas por um filtro anti-spam automático.
Mark Hopkins, do Mashable, considera o gráfico bastante plausível, em vista de sua experiência pessoal de uso do Gmail, cujo filtro está livrando-o de 11 a 17 mil spams por mês.
Posso afirmar o mesmo. Da mesma forma que Hopkins, tenho endereços de e-mails que datam de mais de 10 anos atrás ainda em uso e, portanto, qualquer spammer minimamente competente tem pelo menos um deles em sua lista. O que significa que em muitos desses mails, recebo 90% de spam, facilmente. Tentei vários filtros, comerciais e não comerciais, mas o alívio só aconteceu quando passei a usar somente o Gmail, redirecionando para lá todos os outros endereços que possuo.
Igualmente concordo com Hopkins quanto à baixíssima incidência de "falsos positivos", ou seja, mails legítimos rotulados como spam pelo filtro do Gmail. Praticamente não registro caos de "falsos positivos". Nas raras vezes em que isso pareceu haver acontecido, acabei achando que o Gmail tinha razão, por vias tortas, detectando não um spammer, mas um "mala" que me tinha em sua extensa "lista de amigos", para envio de poemas e mensagens de auto-ajuda com muitas fotos alpinas e musiquinha ao fundo.
Vamos esperar que outros mais peritos tragam as críticas aos filtros usados, porque neste momento sou um consumidor satisfeito.
E olhem, não estou ganhando nada do Gmail por toda esta publicidade gratuita!
Por que não abandono de vez os mails antigos?
Por razões sentimentais...

marcos palacios

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Como reformar leis de copyright pré-VCR para uso em um mundo YouTube

Gigi B. Sohn, presidente e co-fundador da Public Knowledge, apresentou uma conferência no New Media and the Marketplace of Ideas Conference, ocorrida na semana passada na Boston University College of Communication.
Com o provocativo título de Six Steps to Digital Copyright Sanity: Reforming a Pre-VCR Law for a YouTube World (Seis passos para a sanidade em copyright: reformando uma lei pré-VCR para um mundo YouTube), a proposta de Gigi vai na direção de uma reforma imediata. Ele parte da premissão de que a legislação de copyright perdeu contato com a realidade tecnológica, em detrimento tanto dos criadores quanto do público. As políticas de copyright de uma era pré-CVR devem ser transformadas para fazer face às realidades da nova cultura digital gerada por usuários (user generated culture).
Como segundo suas previsões uma mudança total da legislação vai levar pelo menos uma década, Gigi propõe seis passos para uma reforma imediata que permita um maior florescimento da criatividade neste momento de transição.
Entre as medidas a serem adotadas, Gigi destaca uma flexibilização do que se deve entender por fair use (uso aceitável), que deve passar a incluir o uso incidental e usos pessoais não comerciais não transformativos do objeto do copyright.
Leia a conferência completa.

marcos palacios

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segunda-feira, outubro 29, 2007

The New York Times em código aberto

Depois de liberar o acesso a todo o conteúdo de seu site, o jornal The New York Times passou a utilizar metadados nas páginas para melhorar a indexação das matérias nos mecanismos de busca. Tiago Dória, em seu blog, avalia que o periódico tem dado passos importantes e pode ser considerado um lançador de tendências [trendsetter].

Desde agosto, o jornal americano mantém no ar o Open Code, “um blog onde a equipe de desenvolvimento do site compartilha com usuários códigos de aplicativos [widgets, mashups] usados no site. O blog é atualizado pela equipe de tecnologia do jornal [programadores, webdesigners]”, explica Tiago. Além disso, o jornal "tem usado, cada vez mais, soluções open source .

Tiago acha que a estratégia do NYT “foi uma ação muito bem pensada. Uma estratégia de negócios que leva em conta não apenas o amadurecimento do mercado de publicidade online lá fora, mas também se preocupa em incentivar as equipes de TI na abertura de "seus conteúdos" e em otimizar o site para indexação no Google e afins”.

Alberto Marques

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Webi: diretório de softwares open source

Já que estamos falando em open source. Webi é um diretório de software livre onde você pode encontrar uma grande variedade de programas.
Via del.icio.us.

Alberto Marques

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Foto em altíssima resolução permite estudo de detalhes da Última Ceia


Uma imagem da Última Ceia (1494/98) de Leonardo da Vinci, produzida em resolução de 16 bilhões de pixels e anunciada como a fotografia de resolução mais alta já produzida, permite que especialistas estudem detalhes da obra do pintor.
A foto levou nove horas para ser produzida, com utilização de uma iluminação especial sem emissão de luz ultra-violeta, para evitar danos ao afresco.
O trabalho foi realizado pela empresa Hal 9000, uma empresa especializada em reproduções artísticas, e a câmera utilizada foi uma Nikon D2X digital SLR.
Na Wired há uma galeria com fotos de alguns detalhes e uma reportagem sobre a produção da foto.
No site da Hal 9000 é possível (se sua velocidade de banda for sufcientemente alta) trabalhar com várias resoluções em qualquer parte do afresco.
Segurem o Dan Brown!!

marcos palacios

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Debates sobre Cibercultura no século XXI: vídeos de palestras

Registros de trechos selecionados das palestras apresentadas durante o Ciclo Internacional de Debates sobre Cibercultura no século XXI, no ICBA, em Salvador, durante a semana passada, estão disponíveis no Cyberdemo, blog de Cibercultura, Comunicação e Política de Danilo Azevedo.

marcos palacios

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Passeios imersivos por quatro cidades norte-americanas




Everyscape é um novo serviço que cria experiências imersiva a partir de fotos.
Hoje estão sendo lançados roteiros para três cidades norte-americanas: Boston, New York, Miami e Aspen.
A tecnologia utilizada vai permitir que qualquer pessoa com uma câmera digital e um GPS faça
contribuições ao serviço, em um claro exemplo de crowdsourcing para dados geográficos.
No vídeo acima, uma demonstração geral do sistema.
Em seguida, experimente uma visita à cidade serrana de
Aspen, percorrendo suas ruas e centro de recreação e até mesmo descendo pelas encostas da montanha.
Ou explore os lugares mais populares de
Miami
.
Ao lado das imagens imersivas, um mapa da cidade vai mostrando exatamente onde você está.
O sistema se financia oferecendo serviços de mapeamento e tours internos e externos de restaurantes, hotéis, lojas etc.
Via
O'Reilly Radar

marcos palacios

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Movimento NP por direitos de blogueiros causa frisson na França


Um site anônimo na França criou o movimento NP (NO PRESS), que vem causando um certo frisson.
A idéia não é nova, mas desta vez reveste-se de características de uma "mobilização", com petições a serem subscritas, logomarcas e, naturalmente, com direito a um debate na Blogosfera sobre prós e cons.
A logomarca, que os blogueiros simpáticos à idéia estão sendo convidados a ostentar em seus blogs é um NP, complementado pela inscrição Pour aller lá où la presse non va pas (Para ir lá onde a imprensa não vai).
De que se trata?
De estender aos blogueiros certos direitos reservados a profissionais da mídia e criar um "carnet de blog", similar a um "carnet de presse", ou seja uma "carteira de blogueiro", que contemplaria seu portador(a) com direitos inerentes à profissão jornalística.
Como o que, por exemplo?
Como por exemplo, explicam os proponentes do NP nos FAQs de seu site:
"Livre acesso a certos lugares, notadamente culturais, para garantir uma liberdade de expressão completa e não truncada. A possibilidade de realizar reportagens (mesmo fotográficas) livremente, da mesma maneira que os jornalistas. E por que não a dedução de certos impostos incidentes sobre serviços oferecidos na Internet, ligados à manutenção de blogs? E isso é apenas um começo, esta lista de "vantagens" evoluirá ao longo dos próximos meses, com os comentários proposições de cada um".
Mesmo quem não mantém um blog pode assinar a petição a favor do movimento.
Gilles Klein, no Pointblog.com, ironiza:
"Parece uma pegadinha de Primeiro de Abril (...) um site anônimo que propõe dotar os blogueiros de uma "carte de blog". Eu não sei se os blogueiros que poderão solicitar a "carte" são os blogueiros publicitários, os eleitos pelos blogueiros, os homens políticos blogueiros, ou os blogueiros jornalistas, a menos que isso diga respeito também aos blogs de Histórias em Quadrinhos, ou talvez aos blogs sobre Culinária, aos advogados blogueiros, ou àqueles vivendo de salário desemprego, sem nos esquecermos dos blogueiros músicos amadores, das viúvas blogueiras e dos blogueros amasiados?"
Por outro lado, o Blog Periodismo Ciudadano parece estar levando a coisa bastante a sério.
marcos palacios

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Jornalismo: uma das piores profissões para o século XXI

Quem afirma isso é a revista Forbes, que coloca os jornalistas junto com várias outras espécies ameaçadas, no que diz respeito à empregabilidade e rendimentos durante o presente século, nos Estados Unidos.
Outros em baixa (além de empregos relacionados com manufaturas, em geral) são funcionários públicos federais, agentes de seguro e de viagens, economistas, pescadores e operadores de barcos pesqueiros e (surpreendentemente!) programadores de computadores.
O posicionamento leva em conta o comportamento futuro dos npiveis de empregos em cada ramo e as perspectivas salariais. Há até um um slideshow detalhando o futuro das piores profissões.
John Robinson, no The Editor´s Log, já se encarregou de dar uma primeira resposta aos vaticínios da Forbes. Para ele reportagem tem dois erros crassos: por uma lado achar que jornalistas só trabalham "em jornais" e deixar de considerar outros nichos de mercado passíveis de serem ocupados por jornalistas e todo o novo campo que se está abrindo com as novas tecnologias; por outro, ignorar o fato de que jornalistas sempre trabalharam por gostar da profissão. Salários medíocres, longas horas, pressão intensa, nada disso é novidade para quem abraça a profissão. Ou seja, para Robinson não há novidade: o jornalismo foi sempre uma das "piores profissões"...

marcos palacios

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domingo, outubro 28, 2007

Blogs, buscadores, publicidade e uma contradição

Há algumas semanas, existia um rumor na blogosfera de que o PageRank seria atualizado. Como cita André Santos, o PageRank estaria sendo atualizado desde o início de outubro, “a começar pelas páginas que, no momento, possuem PR zero”.

Para surpresa de muitos blogueiros, a google cumpriu o que falavam e ainda fez mais: atualizou o PR e diminuiu a classificação dos blogs que vendem publicidade através de links patrocinados. Dessa forma, a empresa tenta impedir a manipulação de ranking no seu buscador e, por extensão, nos outros buscadores que utilizam o mesmo método de classificação. E também penaliza quem usa o modelo de negócio.

A atitude da empresa significa uma contradição. Como ela quer proibir a venda de links se ela mesma possui ferramentas que são as “maiores vendedoras de links” do mundo: adwords e adsense?

Pessoalmente, não concordo com a venda de links. O debate é longo e pode ser acompanhado na blogosfera:

Google limpia la red
Turning a Negative Into a Positive
Google Finalmente Penaliza a los Enlaces Comprados
Venta de links de texto: Google empieza a penalizar
Opiniones de la red sobre la bajada del Pagerank

Alberto Marques

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Jornalismo e participação dos cidadãos

Alternatives on media content, journalism and regulation - The grassroots discussion panels at the 2007 ICA Conference é nome do pequeno livro online editado por Seeta Peña Gangadharan, Benjamin De Cleen e Nico Carpentier. O trabalho é resultado de um dos painéis do congresso da International Communication Association realizado em maio em Chicago.

A gênese da publicação é explicada por Nico Carpentier:

“(…) we came up with the idea to organize three so-called grassroots discussion panels, bringing in activists and alternative media people into the ivory tower that academia often still is. Our aim was to organize a dialogue between the people that actually organize, realize, and live the participatory and bottom-up processes that we so eagerly analyze. By asking a wide variety of people from the evenly diverse alternative (or counter-hegemonic) worlds, we maneuvered us academics in the position of the audience, which was (at first) forced to listen to the presentations of our guests. And we were silent, and listened to the fascinating stories about how civil society intervened (sometimes successfully, sometimes less successfully) in the creation of alternative content, in the organization of alternative journalisms and in the attempts to influence the regulation that impacts upon the communicative processes. Only after the presentations, our and their questions came, in successful attempts to discover the areas where our interests met. We found many. When looking back at these dialogues, we decided that the civil society narrations were too relevant and too fascinating to leave them unpublished. Hence this book (…)”.

Além dessa publicação, o professor e pesquisador Manuel Pinto sugere outra obra: Researching Media, democracy and participation. The intellectual work of the 2006 European media and communication doctoral summer school, editado por Nico Carpentier, Pille Pruulmann-Vengerfeldt, Kaarle Nordenstreng, Maren Hartmann, Peeter Vihalemm and Bart Cammaerts.

Alberto Marques

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O ensino do jornalismo na era digital

A revista Nieman Reports publicou uma série de artigos sobre o ensino do jornalismo na era digital. Uma leitura recomendada. Em inglês!
Via Ponto de Media.

Alberto Marques

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Eleições Presidenciais na Argentina: acompanhe os resultados

O horário de votação foi ampliado por uma hora, por falta de mesários e dificuldades na marcação das cédulas pelos eleitores. Não há voto eletrônico: ao entrar na cabine eleitoral, o eleitor encontra diversas pilhas com cédulas de candidatos de diferentes partidos para votar.
A apuração deve começar às 21 horas.
Aqui se pode acompanhar os resultados.

marcos palacios

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Buscando vídeos no YouTube através de imagens

Através do Novosmedios.org cheguei ao oSkope, um site de busca que funciona visualmente e serve para pesquisar na Amazon, e-Bay, Flickr e Youtube.
O que mais me chamou a atenção foi a possibilidade de buscar palavras-chaves no YouTube e receber imagens como retorno.
A tela acima é um exemplo de busca no Youtube, usando como palavra-chave "Rio de Janeiro" e selecionando a categoria "Films and animations".
A busca traz uma série de imagens dos vídeos disponíveis no YouTube que (supostamente, pelo menos) atendem às especificações solicitadas. Ao passar-se o mouse sobre cada uma das imagens, uma janelinha se abre, com informações gerais sobre o vídeo e um link.
A interface é convidativa e sempre é uma maneira nova de tentar encontrar, já que a prometida websemântica parece que vai ficar mesmo para as calendas e buscar na web, com as ferramentas que temos, continuar a ser o que sabemos que é...
marcos palacios

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Escale o Kilimanjaro

O The New York Times produziu um infográfico interativo que coloca o usuário na cena da escalada do Kilimanjaro (5895 m.), na Tanzânia, com o jornalista Tom Bissel. Acompanhe a mudança dos batimentos cardíacos e os níveis de oxigenação dos pulmões de Bissel à medida que ele ascende; ouça os áudios de suas narrações ao longo de cada etapa.
Uma detalhada reportagem, preparada por Bissel, contando cada detalhe da organização e realização da experiência, está também disponível.

marcos palacios

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Os Sobrinhos do Capitão: pestinhas completam 110 anos em quadrinhos de jornais



Originalmente chamados Katzenjammer Kids (literalmente Moleques do Gemido do Gato), depois Hans and Fritz, e finalmente The Captain and the Kids, dois personagens de quadrinhos estão se aproximando dos 110 anos de publicação ininterrupta. No Brasil eles ficaram conhecidos como Os Sobrinhos do Capitão.
Criados por Rudolph Dirks, como personagens de uma tira cômica para o The New York Journal, os dois moleques estrearam no dia 12 de dezembro de 1897, no The American Humorist, o suplemento de domingo do jornal e continuam tendo suas aventuras publicadas até hoje em alguns jornais norte-americanos.
Hans e Fritz são dois pestinhas, que vivem numa colonia alemã em uma ilha tropical. A principal ocupação dos dois é praticar travessuras, que têm como alvos principais a Mama (ou Mama Chucrutz, como ficou apelidada no Brasil), o Capitão (que vive na pensão da Mama) e o Coronel, um inspetor escolar da ilha, amigo do Capitão. No Brasil foram sucesso em tiras de jornais e tiveram suas histórias editadas em gibis.
Muitas das aventuras envolviam as famosas tortas preparadas pela Mama e roubadas por Hans e Fritz (e às vezes pelo próprio Capitão) enquanto esfriavam na janela. A dupla de arteiros é inspirada em um par de travessos alemães ainda mais antigo (Max e Moritz), criado por Wilhelm Bush, em 1860. Rebatizados como Juca e Chico, Max e Moritz tiveram suas aventuras traduzidas no Brasil por Olavo Bilac, em 1915 (livro completo em facsimile aqui).
Quem quiser conhecer os Sobrinhos do Capitão pode se deliciar com um álbum publicado este ano no Brasil (Os Sobrinhos do Capitão - Piores, Impossível!), reproduzindo tirinhas publicadas entre 1936 e 1938. A edição tem 112 páginas, capa dura, traz uma matéria longa escrita por Fabio Santoro e está à venda na Comix.
É curioso lembrar que apesar do nome da série no Brasil, os meninos não são sobrinhos do Capitão, que só aparece nas histórias a partir de 1902, como um náufrago que acaba se radicando na ilha. "Sobrinhos" talvez para moralizar, a la brasileira, a não muito bem explicada relação entre a Mama e o "titio" Capitão?
O vídeo acima é de 1918.
Saiba mais sobre os Sobrinhos no Mundo HQ.
Os dois moleques fazem parte de minhas memórias de infância.
Que vivam pelo menos mais 110 anos!

marcos palacios

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Um “Ibope” para a Internet?

As duas principias associações de publicidade interativa na Europa – Agência Européia de Publicidade Interativa (IAB Europe) e a Associação Européia de Publicidade Interativa (EIAA) anunciaram sua intenção de estabelecer o que seria “um primeiro sistema de medição internacional que definirá as audiências interativas, de maneira concreta e de fácil uso”.

Segundo o projeto de Medição de Audiência Interativa (MIA), algumas metodologias de medição de audiências serão analisadas para criar uma norma padrão da indústria que possa ser aplicada na fase de planejamento de campanhas publicitárias internacionais.

A IAB Espanhola já se antecipou, juntamente com outros órgãos especializados, para elaborar um Livro Branco, cujo objetivo principal é compilar as principais recomendações para se medir audiências na Internet.

Produzir um livro branco me parece uma tentativa mais razoável e possível do que a proposta das instituições européias. Criar um sistema de medição internacional para medir audiências interativas é um projeto faraônico, se não impossível, ao meu ver. Uma espécie de “Ibope” para a Internet, para definir de maneira padrão as audiências interativas, seria reduzir toda uma diversidade de ambientes, suportes, consumo, padrões hierárquicos, temas e opiniões que se colocam frente a esse desafio.

Via El País.

Jan Alyne Barbosa

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Controle de publicações online na Itália: muito barulho por nada?

A semana foi marcada por forte agitação na Blogosfera italiana, em função de um projeto de lei de Riccardo Franco Levi, Subsecretário da Presidência italiana, que obrigaria todo e qualquer publicação online a se inscrever no ROC (Registro degli Operatori della Comunicazione), o órgão controlador das comunicações na Itália. Ora, se todos teriam que se inscrever, os blogs estariam incluídos, foi a imediata conclusão, geradora de muitas postagens, protestos, listas de moblização, comparações com a China, etc.
Boas sínteses do rebuliço podem ser encontrados no Apogeonline e no Webgol.
O fato é que vários políticos logo se dissociaram do projeto, o Ministro do setor declarou que "não havia lido", e o próprio Levi já esclareceu que não tinha intenção de incluir os blogs e que o texto será revisto.
Há quem afirme que foi um pânico desnecessário, porque tal controle sobre os blogs, mesmo que o governo assim o desejasse, seria impossível de ser implementado em termos práticos. Há outros, porém, que vêm no episódio uma vitória política da mobilização na Blogosfera, que teria esvaziado o projeto de lei em seu nascedouro.

marcos palacios

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sábado, outubro 27, 2007

Editor Multimídia? Que diabo é isso?

André Deak, que acaba de deixar a Agência Brasil, onde ocupava o cargo de Editor Multimídia, deu uma entrevista por e-mail para Nayara Rocha, do site Sublide.com onde explica o que fazia na Agência e como as qualificações jornalísticas estão em mutação.
Alguns trechos:
SubLide.com - Você está saindo agora do cargo de editor multimídia da Agência Brasil. Essa não é ainda uma função muito comum. O que faz um editor multimídia?
André Deak - Como é um cargo novo, ele talvez seja um pouco diferente para cada empresa, uma vez que nem todas são multimídia da mesma forma. Lembro de um anúncio do New York Times para editor multimídia em que se pedia, claro, muita experiência com texto e TV, mas também conhecimentos de HTML e programação em Flash. Quando criamos o cargo em 2006, basicamente era preciso possibilitar, desenvolver e gerenciar a entrada de áudios, vídeos e infografias na página. O site da Agência Brasil é apenas um dos veículos da Radiobrás, que tem também cinco rádios e três canais de televisão. No caso das TVs, tudo analógico. Tive que criar um fluxo diário para que o melhor que estivesse sendo produzido nesses canais fosse também para a internet. Com a rotina criada, pude me envolver com o desenvolvimento dos projetos multimídia, como o Rio Madeira, Consumo Consciente, Bon Bagay Haiti e Nação Palmares (que deve sair essa semana). Também sempre gerenciei o desenvolvimento das infografias, estáticas ou animadas (em Flash). No final, aprendi a editar vídeos no Premiere, e dá pra dizer que sei um pouco de flash (pelo menos entendo como funciona). Como o setor multimídia da Agência Brasil agora está mais desenvolvido, certamente os pré-requisitos para um novo editor lá serão outros - talvez mais próximos dos do New York Times…
SubLide.com - E nesse ambiente de interatividade e multimidialidade criado pela Internet, qual é, ou deve ser, o papel e o perfil do novo jornalista?
André Deak - O papel do jornalista sempre será o de contar histórias. E especialmente trazer à tona histórias obscuras, esquecidas e sujeiras debaixo do tapete em geral. A diferença agora é que as ferramentas para isso são muitas. É muito simples fazer vídeo, foto e áudio - qualquer um pode fazer. Então, se uma história requer alguma ou várias dessas mídias para ser contada, por que não usá-las? Já é preciso sair da cápsula “sou jornalista de texto”, para se tornar apenas “sou jornalista”. Estar aberto ao novo mundo que nos chega. Além disso, talvez o jornalista esteja muito mais próximo de seu público, que na verdade já não é mais só público, porque produz. Estar aberto a essa nova relação e perceber que o monopólio da produção de informação saiu das mãos do jornalista também é importante...

A entrevista completa está aqui.

marcos palacios

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Rapaz sem cérebro: campanha anti-drogas da Saatchi & Saatchi



Um vídeo exibido por Kevin Roberts, diretor mundial da agência Saatchi & Saatchi, durante sua apresentação no World Business Forum di Milano. Segundo ele, os resultados da campanha oram ótimos.
A tática usada é a controvertida idéia do choque total.
Aviso: Não é para estômagos fracos.
Via Pandemia.

marcos palacios

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Live Spaces: pode haver um casamento entre censura e sensibilidade?

As duas fotos que você vê acima foram censuradas e tiveram que ser retiradas do Live Spaces da Microsoft.
O fato foi trazido à discussão por Tiscar.com, que comenta:
"Parece óbvio que nada têm de imoral, mas a obviedade nem sempre casa com o senso comum. É o que ocorreu com a Neogéminis, ao receber uma petição de retirada por parte da Microsoft por serem consideradas contrárias a seu Código de Conducta.
"Justos por pecadores e pecadores dormindo o sono dos justos - continua Tíscar. Apelando a querer evitar pornografia e pederastia nos Spaces, pelo caminho caem fotos artísticas como estas de Anne Geddes, enquanto se deixam "muchos culos al aire" (literalmente falando-se, ainda que sem os respectivos links). Marcelino Madrigal, que já discutiu este caso e outros de blogs em situação similar, explica melhor e lança uma petição de apoio, com vistas a parar a censura no Live Spaces. "

marcos palacios

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Jornalismo, tecnologias, olhares e fontes: incêndios na California

Emergências e tragédias, como tsunamis, ataques terroristas, invasões militares, ao longo dos últimos anos, têm ficado marcadas na literatura especializada como momentos em que o jornalismo online, por ser o mais novo e experimental formato de produção jornalística, tem apresentado o que de melhor se pode obter com as tecnologias digitais disponíveis.
O Poynter Institute apresenta hoje um balanço do que vem sendo feito em termos de cobertura online, usos das tecnologias dispónível (gráficos/ infográficos interativos, mashups, jornalismo móvel, etc), enlaces da mídia tradicional com blogs e outros recursos "cidadãos" e direcionamento para a hiperlocalização.
Tais situações de crise geram possibilidades de visualização, análise e avaliação bastante consideráveis sobre o "jornalismo cidadão e participativo", jornalismo de hiperlocalização, jornalismo de mobilidade, etc.
No Flickr, o grupo Southern California Fires contabilizava 241 membros e 2359 fotos no momento desta postagem. O blog criado pelos jornalistas do The Union-Tribune ( breaking news fireblog ) recebeu 10 milhões de page views, de segunda a sexta feira desta semana, o que equivale a cerca de um terço do total de trâfego que o jornal, como um todo, recebe durante um mês.
Uma situação extrema e portanto ideal para coleta de material para quem estiver interessado em "estudo de caso". Situações extremas tendem a levar as tecnologias existentes ou latentes à frutificação e máxima utilização.

marcos palacios

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sexta-feira, outubro 26, 2007

Terceirização radical utiliza portal online para produzir jornal impresso

Ramón Salaverría relata no Infotendencias um caso inusitado: o Journal de Québec, um tablóide impresso canadense, despediu praticamente todo o seu elenco de jornalistas (252) e passou a nutrir-se exclusivamente de material produzido por um portal online, o Canoe.ca
A história apareceu originalmente no The Gazette, de Montreal.
O caso está causando forte repercussões, em função dos aspectos trabalhistas e legais envolvidos.

marcos palacios

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Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas

O quê: lançamento do livro Metamorfoses jornalísticas: formas, processos e sistemas, pela Edunisc.
Quem: Ângela Felippi, Fabiana Piccinin e Demétrio de Azeredo Soster (orgs.)
Quando: sábado, dia 10 de novembro de 2007, às 16h30.
Onde: Pavilhão de autógrafos da 53ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Os autores explicam seu percurso:
"O livro representa um esforço que se iniciou com uma primeira obra organizada pelo grupo de professores da Universidade de Santa Cruz do Sul - Edição em Jornalismo: Ensino, Teoria e Prática (EDUNISC, 2006) -, o qual agora se incumbe de sistematizar esse outro conjunto de textos para suscitar mais um debate em torno do jornalismo. Ao mesmo tempo, o grupo busca "fazer a sua parte" enquanto formado por profissionais com uma trajetória no mercado e experiência em docência, que agora se aventuram na pesquisa acadêmica do campo da Comunicação".

marcos palacios

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Jornalismo de Precisão? Um novo blog sobre jornalismo

"O jornalismo de precisão proporciona ao repórter a objetividade de um cientista social, basta que o profissional domine as técnicas de pesquisa das Ciências Sociais. Mas, para isso, nós, jornalistas, devemos deixar a preguiça e o comodismo de lado e destinar parte do seu tempo à pesquisa, ao aprendizado e ao aprimoramento profissional".
É assim que Regiane Santos apresenta seu Blog Jornalismo de Precisão, pede sugestões, palpites e críticas.
Mas se técnicas de pesquisa das Ciências Sociais forem utilizadas, o resultado continuará sendo jornalismo?

marcos palacios

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Jóia rara: o Rio de Janeiro em 1936 e Technicolor


Michel Lent descobriu e Adelino Mont'Alverne, da Idéia 3 Digital, passou para mim esta preciosidade: um curta-metragem mostrando o Rio de Janiero, em 1936, em Technicolor.
Trata-se de um filme da série FitzPatrick Talks, produzida pela MGM. Os curtas eram mostrados como "complementos", antes dos filmes principais.
O texto é também uma preciosidade: prato cheio para analistas de discurso.

marcos palacios

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5 coisas para dizer a seus estudantes e uma a Mindy McAdams

Melinda (Mindy) MacAdams (University of Florida) fez uma palestra ontem para a seção estudantil da Society for Professional Journalists. Em uma postagem no TOJ, ela sintetiza a essência do que disse: o futuro está no online; é preciso ter mais do que somente capacitação em produção de texto para ser um jornalista.
Partido dessa premissa, Mindy elenca cinco conselhos a estudantes de jornalismo:
1. Você não precisar ser um programador, mas você tem que possuir mais do que uma qualificação. Ou seja, você tem que ter mais do que somente qualificações para o jornalismo impresso;
2. Se você está para se formar, não cursou nada que se refira a jornalismo online, e a disciplina que você necessita para fechar seus créditos colide com "introdução ao jornalismo online", atrase sua formatura e se matricule na disciplina de online. Afinal - pergunta Mindy - você quer se graduar ou ter um emprego?
3.Você pode aprender hoje mesmo a fazer uma página web. Afinal, não é necessário aprender mais que 10 comandos (tags). Aprenda HTML e CSS gratuitamente.
4. Não pense em Flash, se você ainda não fez nada com slides e som. Baixe um demo gratuito do Soundslides e veja que narrativa você pode produzir com ele.
5.Todo jornalista pode aprender a coletar e editar áudio online. Aqui está um ponto de partida. Se você ainda não tem, compre um gravador digital com microfone externo. Faça o download do Audacity para edição de áudio.
Mindy recomenda também este site com ferramentas para o jornalista online.
Concordo com as idéias básicas de Mindy, menos com o ítem 2 dos conselhos. Pelo contrário, eu diria: Nem pense em atrasar sua formatura, por nenhuma razão deste mundo. Nem mesmo para incluir uma disciplina de jornalismo online, se você foi tão desastrado a ponto de não incluir essa área em seu elenco curricular.
Por que?
Por uma razão muito simples: uma única disciplina pouco vai contribuir para fazer de você um "jornalista online" e - ainda mais importante - se você quer realmente ser jornalista não há "formatura". Há, isso sim, uma vida de formação contínua, que não vai acabar nunca e que, em grande medida, independe das disciplinas que você faça ou não antes de se formar. Ao invés de atrasar sua formatura, curse a disciplina que falta para terminar seu curso e, paralelamente, inicie, em outro horário na faculdade, ou fora dela, um curso de jornalismo online. Será o primeiro de muitos que você deverá enfrentar ao longo de sua vida profissional, se quiser se manter atualizado.
Formação contínua é a regra de ouro que o graduando terá que interiorizar para ter chance de sucesso profissional. Aliás, isso é verdade hoje para qualquer profissão. Quem ainda está pensando em termos de "formatura"="emprego" está alimentando uma ilusão que o tempo e mercado rapidamente se encarregarão de desfazer.
marcos palacios

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Dia Internacional de Hablarse Portuñol (texto en Portuñol)

Hoy és Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol. La idea és que todos los blogs brasileños publiquen algo en portuñol en este dia. Aderiendo a la ideia, nosostros publicamos una postagen en nuestra bitácora (?!) utizando el más purito portuñol y buscando explicar las orígens de los problemas linguisticos entre los hablantes de lo português y de lo español:

Cuenta una leyenda que un Viernes (1) cuando Portugal separó de España, el Rei portugues jamó sus sábios y dice:
- Aora somos independientes de los cabrones españoles y necessitamos una léngua própria. Ustedes van tener que inbentarla. Pero atención, tiene que ser una lengua que permita que nosotros puedamos comprender lo que hablan elos, pero elos non puedan comprender lo que hablamos nós otros.
Los sábios piensaran muchicimo y criaron lo Português y essa situación tan estraña: la maioria de los hablantes de lo Português entiendem lo que dicem los hablantes del Espanhol, pero al revés no és verdade.
Unos brasileños cabrones, cuando descubrieran que las diferencias eran pequeñitas, en um esfuerso de mejorar la comunicación com sus vizinos, inventaran lo Portuñol (2): un tipo de Português ligeiramente modificado que puede ser entendido (o por lo menos se espera!) por los hablantes de lo Español y (algunas raras veces) hasta por algunos hablantes de lo Argentino!
Notas:
1)Viernes = sexta feira. Los dias de la semana son un problemaso en Portuñol! Viernes se escrebe Viernes pero pronunciase Biernes. Hay que aprender los nomes de los dias en Español y no confundir Viernes con Jueves o Martes. Una confusión cuando se trata de marcación de encuentros. Pero essa és una de las pocas cosas que se tiene que aprender en sério. Lo más se va inbentando que dá siempre cierto...
2)Hay quienes afirmen que los Galegos inbentaron lo Portuñol y lo usan desde que aprienden a hablar.... Pero esso no está cuemprobado.
Participem!
Visiten el wiki del Portuñol.
marcos palacios

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quinta-feira, outubro 25, 2007

114 trabalhos serão apresentados no 5º Encontro da SBPJor: inscrições abertas

Estão abertas, até o próximo dia 30, as inscrições para o 5º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), a se realizar nos dias 15 a 17 de novembro na Universidade Federal de Sergipe.
O congresso tem como tema central “Metodologias de Pesquisa em Jornalismo”, colocando a questão metodológica como estratégica para o fortalecimento do estatuto disciplinar do campo do Jornalismo.
Serão apresentados 114 trabalhos científicos, produzidos por pesquisadores brasileiros e portugueses.
A conferência de abertura será proferida na noite do dia 15 pelo professor Dr. Maxwell McCombs, da Universidade do Texas (EUA).
As informações sobre a programação e as inscrições podem ser obtidas no site do Encontro.

marcos palacios

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O pago e o gratuito: The Economist e El País terão arquivos online

A partir de dezembro, mais de 160 anos de artigos do The Economist estarão disponíveis online. Testes para uma clientela seleta já estão em andamento. O arquivo cobrirá o período de 1843 a 2003, mas o acesso ao material será por assinatura. Os preços ainda não foram divulgados.
Por outro lado, a partir de 15 de novembro, estarão disponíveis online os 31 anos da hemerotca do El País e os seus usuários terão livre acesso a buscas no arquivo. Também estará livremente disponível todo o material publicado na edição impressa do jornal.
marcos palacios

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MediaGuardian com nova cara

O site MediaGuardian do jornal The Guardian, voltado exclusivamente para a veiculação de notícias sobre mídia, está com uma nova interface desde hoje. As mudanças são basicamente cosméticas e de melhoria de navegação, sendo que de realmente novo apenas a introdução de material em vídeo e um maior destaque para as postagens nos Blogs.

marcos palacios

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Quantos cabem em uma praça?

Via Giornalismo d´altri, de Mario Tedeschini Lalli, tive notícia dessa curiosa reportagem preparada por Filippo Ceccarelli do jornal italiano Repubblica. O jornalista teve a idéia de mapear as principais praças italianas , calculando com bastante extatidão quantas pessoas poderiam caber em cada uma delas e depois comparando essas medidas com números estimados por organizadores de várias manifestações populares em tais praças.
Os resultados, como seria de se esperar, mostram que os organizadores tendem a inflar consideravelmente os números quando calculam "quantos manifestantes estavam presentes" a um determinado evento.
Só para se ter uma idéia a Piazza San Giovanni (Roma) tem uma capacidade real de 150.000 pessoas, mas os seguintes números foram apresentados por organizadores de manifestações recentes na praça:
*Funerais de Enric Berlinguer (13 de junho 1984): um milhão;
*Concerto e Festa do Trabalho (anual): 700.000 a um milhão;
* Manifestação do CDL contra o governo Prodi (2 de dezembro 2006): dois milhões;
*Dia da Família (12 de maior 2007): um milhão e meio.
O San Francisco Chronicle já havia feito um experimento similar, em 2003, demonstrando que os números reais de manifestantes costumam ser menores não só do que os calculados por organizadores (que tendem a inflar as cifras), mas também pela polícia (que tende a subestimar as aglomerações por dever de ofício).

marcos palacios

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NASA usa veículo robot para monitorar incêndios na California

Desde ontem e pelos próximos dois dias o Ikhana, um veículo não tripulado da NASA, estará sobrevoandpo as áreas dos grandes incêndios que estão ocorrendo na California para ajudar no combate aos focos que ainda persistem em várias áreas.
O Ikhana é equipado com um sensor de imagens termais e, ao sobrevoar as áreas afetadas, coleta informações que são processadas em tempo real, no próprio veículo, e em seguida enviadas a uma estação terrestre, onde são incorporadas a mapas do Google Earth.
As imagens revelam onde estão os focos ativos, a temperatura em redor, as áreas recentemente queimadas e em esfriamento, representando-as com diferentes colorações de acordo com as temperaturas detectadas.
Via Technology Review
Veja também outras formas de mapeamento do incêndio, em postagem do Data Mining.

marcos palacios

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quarta-feira, outubro 24, 2007

Google Maps a la brasileira

Anacarmen.com comenta o lançamento da versão brasileira do Google Maps, com suas funcionalidades, parcerias e equívocos, como colocar uma cidade do interior de São Paulo no Mato Grosso.

marcos palacios

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Os Spams estão ganhando a guerra?

2006 - (Junho) 55 bilhões de spams enviados por dia
2006 - (Dezembro) 85 bilhões de spams enviados por dia
2007 - (Fevereiro) 90 bilhões de spams enviados por dia
Em 2004, Bill Gates previu a morte do Spam para 2006.
Se em sua caixa de mail, os spams parecem estar diminuindo, isso pode estar acontecendo apenas por efeito de filtros utilizados por seu provedor, que podem também estar "jogando fora o bebê com a água do banho", ou seja eliminando mails legítimos, que estão indo embora de cambulhada com os spams.
Essa é parte da resposta que Bob Rankin, do Tourbus, obteve de Anne Mitchell, CEO do Institute for Spam and Internet Public Policy (ISIPP) quando perguntou a ela se os spammers estavam ganhado a guerra.
Leia a reposta da especialista.

marcos palacios

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Pode uma busca no Google descobrir detalhes de cartões de créditos?

Segundo Alister Cameron, do Blogologist, isso aconteceu com ele. Cameron descreve alguns detalhes da experiência (mas não ensina como fazer esse tipo de busca), dá algumas dicas de como checar se os detalhes de seu cartão podem ter sido hackeados e oferece algumas sugestões de como evitar colocar tais dados em risco.

marcos palacios

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Museu de Vozes Brasileiras

Um site que oferece serviços de locução, cursos, etc, mas que tem como atrativo principal uma galeria de vozes brasileiras. Gravações de políticos, cantores, poetas, humoristas. Pode-se fazer o download das gravações.

marcos palacios

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Conhecendo uma crítica à Web 2.0 que não cai no niilismo cultural e lendo em catalão


Mario Pinto, no Jornalismo e Comunicação, remete para o artigo La Web 2.0 com a distopia en la recent Internet, de Antonio Cambr Gonzalez, publicado na Textos de CiberSociedad. O artigo incorpora questionamentos recentes à Web 2.o, como os de Andrew Keen (The Cult of Amateur), porém sustenta que é possível ter em conta tais críticas, sem cair no "pessimismo".
O texto está escrito em catalão. Nunca leu em catalão? Ótima oportunidade para começar. Um pequeno esforço inicial leva à descoberta de mais um mundo de idéias e fertilíssima produção cultural, tão próximo e ao mesmo tempo tão distante do nosso.
Dicionário mínimo catalão-português para a leitura do artigo: clau=chave; xarxa=rede; mitjà=meio; vegada=vez; lluny=longe; aixó=isso; amb=com; es=se; mateix=mesmo; altre=outro; això=isso.
Pronto! O resto do vocabulário do texto você vai entender por "proximidade" com seus equivalentes em português e espanhol. Se você souber um pouco de francês, aí fica barbada...
Ainda não acredita?
Experimente...

Pablo Barbosa
marcos palacios

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Nossos olhares estendidos de ontem e de hoje



A imagem retrata a Terra vista pela primeira vez do espaço, há exatamente 61 anos. No dia 24 de outubro de 1946, um míssel V2 de construção norte-americana fotografou a Terra de uma altitute de 65 mihas, o mais longe que o ser humano havia estendido seu olhar até então.
Na foto mais abaixo (clique para ampliar e ver detalhes), divulgada hoje pela NASA, temos um scanning completo dos anéis de Saturno, realizado pela sonda Cassini, ao passar pela face escura do planeta, em maio deste ano.

marcos palacios

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terça-feira, outubro 23, 2007

Andrew Keen flagrado praticando jornalismo amador

Andrew Keen (Cult of the Amateur) conhecido por seu forte posicionamento anti-blogs, que até inspirou campanhas publicitárias recentes no Brasil, foi hoje flagrado por Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog , postando um comentário com as características do amadorismo contra o qual ele tanto clama: pressa, apuração desleixada, inexatidão.
A postagem refere-se a um suposto blogueiro que estaria sendo processado por um um clube de futebol inglês, por comentários abusivos. Keen faz a postagem com base em um artigo do The Guardian e comemora pois ele entende que somente "quando blogueiros anônimos forem legalmente responsabilizados por seus pontos de vista a Internet se tornará um meio civilizado para adultos responsáveis."
Eia a postagem de Keen:

“Finally anonymity on the Internet is being punished. The Guardian today reports on anonymous Sheffield Wednesday bloggers who are being sued by the club for their abusive comments. This is heartening news. It is only when anonymous bloggers are made legally liable for their views that the Internet will become a civilized medium for responsible adults.”

Bradshaw comente que só há um pequeno problema: o comentário anônimo, objeto da notícia no Guardian, não aconteceu em um blog, mas em um fórum em um website....
Se Keen tivesse lido com mais cuidado a notícia antes de comentâ-la não teria pagado esse mico amador.
Well, well, well...

marcos palacios

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Lançado hoje o Guardian America

Segundo seus editores, o Guardian America, é a versão do Guardian de Londres e Manchester, em um web site norte-americano, combinando os conteúdos produzidos na Grã Bretenha e pelo mundo afora com conteúdos originado pela equipe do Guardian America nos Estados Undios e voltados especificamente para o público norte-americano.
A decisão de lançar o Guardian America parece fazer pleno sentido, já que os dois mais importantes jornais britânicos online - The Guardian e The Times of London - têm agora mais leitores norte-americanos que britânicos. O Independent, um diário menor porém igualmente sério, tem duas vezes mais leitores norte-americanos que britânicos e o próprio Daily Telegraph, com suas inclinações claramente conservadoras, vai pelo mesmo caminho.
Os números são de um levantamento recente do Nielsen/NetRatings.

marcos palacios
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Eu sei onde você está!


Não adianta tentar se esconder: o Loopt informa exatamente onde você está. Loopt e Buddy Beacon são dois dos serviços em oferta nos Estados Unidos para localização de pessoas.Pela módica quantia de U$ 2.99 por mês, o serviço permite que você saiba onde se encontram pessoas cadastradas, cujos movimentos você deseje seguir.Usando um GPS no celular, o Loopt e o Buddy Beacon estão sendo comercializado tendo como público alvo inicial principalmente jovens e pais aflitos.
Segundo Sam Altman (22 anos), co-fundador da Loopt, adolescentes e jovens na faixa dos 20 anos têm muito interesse em saber por onde andam seus amigos e não se importam de intercambiar esse tipo de informação na Internet. O mesmo se aplica a pais que querem seguir as andanças de seus filhos.
O componente Big Brother é evidente, até porque o serviço telefônico também sabe por onde você anda, é claro.
Especialistas dizem que o mercado vai além dos jovens e pais e que algumas empresas já estão usando o serviço para seguir os movimentos de seus empregados.
Via The New York Times

marcos palacios

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segunda-feira, outubro 22, 2007

Toda a Internet em um único Mapa?

Através de uma indicação do Digg, cheguei a esta página que afirma ser um mapa completo da Internet, com cada um dos 4,294,967,296 endereços IPs de computadores ligados à rede mundial. O endereço IP, de forma genérica, pode ser considerado como um conjunto de números que representa o local de um determinado equipamento (normalmente computadores) em uma rede privada ou pública (Wikipedia)
É possível utilizar uma ferramenta de zoom até chegar-se a um IP por pixel e - teoricamente - seria possível localizar um IP específico (isso mesmo, o seu!) no mapa.
Na página há alguma explicação técnica de como a coisa foi montada, mas não fica claro quem são os "we" que construíram o mapa. Não consegui averiguar nada, apesar do link estar no Digg há quase 24 horas e de constarem 1260 diggs. É a sério? Parece funcionar e é de fato imenso...

marcos palacios

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Blogs e Universo Literário na Internet

Acontece amanhã a mesa redonda Universo Literário na Internet, na Aliança Francesa (Salvador, Ladeira da Barra) às 19 horas.
O tema central são os Blogs Literários e a mesa estará composta pela contista e dramaturga Adelice Souza, pelo contista Gustavo Rios, pela professora do Instituto de Letras da UFBA Rachel Esteves Lima e pelo professor Marcos Palacios, da Faculdade de Comunicação da UFBA, com mediação do jornalista e escritor Wladimir Cazé.
O debate é parte das atividades do Lire en Fête Ano II da Alliance Française de Salvador.

marcos palacios

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Previsão do tempo interativa: Naples Daily News inova

Mantendo um website, uma edição impressa e um webcast que é difundido por TV localmente, o Naples Daily News, de Naples, Flórida, está apostando fortemente em que o futuro dos jornais está no local e possivelmente no hiperlocal, conforme afirma seu editor chefe Phil Lewis.
A receita de Phil Lewis é produzir uma cobertura ampla e bem direcionada para a área geográfica, com muita utilização de freelancers e "voluntários" e buscando inovar e utilizar os recursos que a Internet possibilita.
Uma experiência recente é a inclusão de uma Previsão do Tempo Interativa (Interactive Weather), que eles dizem ter inventado.
E se você não sabe onde fica e como é Naple, pode ter idéia pelas webcams que o site oferece.
Chequem.

marcos palacios

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Baixos custos, bom posicionamento, altos lucros: o caso dos blogs profissionais

Apesar de quase totalidade dos milhões e milhões de blogs hoje flutuando na blogosfera continuar sendo um hobby ou uma ocupação paralela de seus mantenedores, com no máximo algumas centenas de visitantes regulares, há também blogs que funcionam como modelos de negócio e são altamente lucrativos.
Trata-se de blogs profissionais, organizados como pequenas empresas, ocupando nichos de interesses bem definidos, em um processo que alguns analistas estão comparando com o do mercado de revistas jornalísticas.
Uma reportagem no The San Francisco Chronicle documenta a situação, tomando como caso mais visível o Tech Crunch, que com uma equipe de oito pessoas, tem um índice de visitas de 1,25 mihões por mês e arrecada U$ 240 mil mensalmente em publicidade.
Vários especialistas se manifestaram na matéria do The San Francisco Chronicle, alguns entusiasticamente, outros com mais ceticismo e cautela.

marcos palacios

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Novo Grupo de Pesquisa em Jornalismo Digital na UFSC

O Mestrado em Jornalismo da UFSC acaba de ganhar mais um grupo de pesquisa certificado pelo CNPq: O Laboratório de Pesquisa Aplicada em Jornalismo Digital. O Lapjor tem como objetivos: 1) Realizar estudos teóricos sobre Jornalismo Digital2) Desenvolver tecnologia para o jornalismo digital3) Formar recursos humanos em jornalismo digital4) Estabelecer cooperação com o sistema produtivo5) Articular ensino, pesquisa e extensão no DEJOR.

Atualmente, o Lapjor conta com três pesquisadores, dois estudantes de iniciação (PIBIC/CNPq) e dois mestrandos em Jornalismo. Apoiado pelo CNPq, com recursos do Edital de Ciências Sociais, Humanas e Aplicadas, o Lapjor pretende constituir um pólo de referência na pesquisa em jornalismo digital na UFSC. Os pesquisadores do Lapjor participam de redes nacionais e internacionais de pesquisa financiadas pelo CNPq e CAPES.

Elias Machado

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Comentários anônimos abusivos na Internet: justiça inglesa se pronuncia

Pela segunda vez em poucos dias, uma decisão judicial inglesa decide que os responsáveis por um site são também responsáveis pelos comentários anônimos e potecialmente ofensivos que ali sejam feitos e devem revelar quem os postou.
Um juiz decidiu que o site owlstalk.co.uk terá que revelar a identidade de fãs do Sheffield Futebol Clube, que disponibilizaram comentários contra a diretoria do clube. Os fãs podem ser indiciados por injúria e difamação.
No caso anterior, na semana passada, o proprietário de uma firma de imóveis admitiu que era responsável por um site que conduziu uma campanha anônima de difamação contra uma companhia rival.
Os casos podem ser importantes marcos legais para a definição de responsabilidades em casos de difamação que emergem de comentários anonimamente postados na Internet.
Via Editors Weblog

marcos palacios

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Jornais velhos se transformam em tecido

Já se disse que "jornal de ontem só serve para embrulhar peixe."
Pois agora um uso muito mais nobre está sendo proposto. Cada página de jornal velho pode se transformar em 20 metros de fio para confecção de tapetes e outras utilidades. A idéia vem da Holanda.
Via Dezeen, onde há mais fotos e explicações sobre o processo e suas aplicações.

marcos palacios

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"Basta con la mafia dei pubblicitari": campanha de Toscani censurada

O Conselho de Autoregulamentação Publicitária da Itália (Giurì dell'Istituto di autodisciplina pubblicitaria) determinou a retirada dos posters da campanha publicitária do controvertido fotógrafo publicitário Olivieri Toscani que tem a anorexia como tema.
As fotos retratam a modelo francesa anoréxica Isabelle Caro (27 anos) nua e em diferentes poses.
O Conselho da entidade considerou que a publicidade deve ser interrompida por veicular uma "mensagem negativa" e instrumentalizar comercialmente a enfermidade, causando mal-estar para os que dela padecem.
Toscani retrucou:"'Basta con la mafia dei pubblicitari, il mio obiettivo è l'eliminazione del giurì della pubblicità, tutto il mio lavoro è fatto per questo".
Toscani afirmou que só responde à justiça ordinária e não a um "juri privado" e que vai recorrer à justiça européia por danos. "Tive liberação do Ministério da Saúde para a campanha e aprovação de 74% dos italianos", afirmou Toscani.
A proibição vem quase um mês depois do lançamento da campanha e Toscani diz que ela já "está encerrada há uma semana".
Veja imagens da campanha.
Via Scene Digitali

marcos palacios

marcos palacios

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