segunda-feira, janeiro 28, 2008

Livros que podem fazer você ficar estúpido


Você já terminou de ler um livro e teve a sensação de que "Putz, estou mais estúpido agora do que antes de ler esse livro..."?
Bem, Virgil Griffith resolveu explorar "cientificamente" a correlação entre livros lidos e capacidade intelectual e construiu um gráfico e um ranking dos "Livros que fazem você estúpido" (Booksthatmakeyoudumb).
Como funciona?
Simples. Ele produziu uma correlação entre livros mais lidos em uma série Colleges norte-americanos e o nível de SAT de cada um daqueles Colleges. O SAT ( Scholastic Aptitude Test ou Scholastic Assessment Test) é uma espécie de vestibular unificado dos Estados Unidos, para classificar estudantes para os diversos Colleges.
Griffith conseguiu montar uma listagem dos livros favoritos nos Colleges (usando dados do Facebook) e criou a correlação com o SAT de cada um dos Colleges. Livros associados com SATs mais baixos, supostamente, são aqueles que "fazem você estúpido".
Além de revelar o que os recém ingressados nos Colleges norte-americanos andam lendo, lista é, no mínimo, curiosa.
No extremo dos "estupidificantes" (SAT 800) ficaram os best-sellers de Zane (uma autora nova-iorquina que produz em série coisas como Addicted, The Sex Chronicles: Shattering the Myth, Skyscraper, Nervous, Gettin’ Buck Wild: The Sex Chronicles 2, The Sisters of APF, et, etc) . Com alto poder de "estupidificação" ficaram A Cor Púrpura, de Alice Walker (SAT 850), Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (SAT 880), a Bíblia e True to the Game, de Teri Woods (SAT 900). O Livro de Mórmon se saiu melhor (SAT 1100), empatando com O Código Da Vinci, de Dan Bown. O Alquimista , de Paulo Coelho, alcança SAT 1200, e supera - com sobras - o Hamlet, de Shakespeare (SAT 1050).
No extremo (SAT 1300 a 1350) dos "não estupidificantes", estão Lolita, de Vladimir Nabokov, e Cem anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques.
A lista completa dos "estupidificantes" e "não estupidificantes", o gráfico e as explicações metodológicas de sua construção estão aqui.
Griffith declara estar consciente de que Correlação não é o mesmo que Causação.
marcos palacios

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