segunda-feira, setembro 15, 2008

The Wall Street Journal encoraja usuários não-pagantes oferecendo Social Networking


Como uma forma de prolongar e tornar mais frequente a visita de usuários não pagantes, além de encoraja-los a pagar, o The Wall Street Journal lança nesta terça-feira 16 de setembro sua nova versão para assinantes e para não-assinantes, o "Journal Community". De acordo com a Time, esta é parte de uma reformulação, a maior do site desde 2002, que permitirá que os usuários pagantes criem perfis como no Facebook e agreguem fotos, vídeos, informações pessoais, etc... e possam recomendar conteúdos do jornal para seus amigos, entre outras coisas. Os usuários não-pagantes terão acesso a poucos recursos. Serão duas páginas diferentes, uma com tudo sendo oferecido para os pagantes e outra com ênfase no conteúdo gratuito e com avisos mais claros sobre o conteúdo pago para os não-pagantes. Um ícone de uma chave mostrará que o conteúdo é restrito para assinantes e ensinará como se tornar um deles.
Torne-se um executivo de sucesso: Pague! Será?
Ou
Saiba como fazer parte de uma rede de executivos de sucesso em 3 cliques (com cartão de crédito ou boleto bancário)... não acredito.
Para Alan Murray, editor-chefe do WSJ, essa é uma oportunidade de melhorar a qualidade das discussões sobre os temas lançados pelo jornal, graças as identificações pelos nomes reais dos usuários, e um chamariz para novos assinantes. O que já não soa tão positivo no comentário de Steve Outing à Time: "But in general, it's still the same old story, where the newspaper industry has gone slowly in this interactivity thing (...) They are making some strides, but overall it's pretty slow going. Although news sites shouldn't try to duplicate what social networks already do well, they risk losing users' attention if they don't get more aggressive about embracing the latest tools".
Será mesmo que mais pessoas vão decidir pagar pelo conteúdo só para fazerem parte dessa rede de executivos? Sabendo que 95% dos usuários que acessam o jornal são não-assinantes, quantos mais deles serão convencidos por esses novos recursos a passarem a ser assinantes? Será que fazer parte de uma rede de homens de negócios assinantes do WSJ pode realmente ser tão atrativo? E mais importante, será que os assinantes concordaram em compartilhar suas informações pessoais, profissionais ou seja lá mais o que for com outros assinantes? A matéria não tratou disso... Acompanhemos...
Sobre o conteúdo fechado do WSJ Marcos Palacios já postou aqui.

Beatriz Ribas

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